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AOFA apresenta trabalhos sobre Efetivos e Remunerações

Como vem sendo prática regular desde 2011 e tendo exclusivamente por base dados oficiais do Ministério das Finanças, a AOFA atualizou e apresentou trabalhos sobre Efetivos nas Forças Armadas e Forças e Serviços de Segurança (reportados a dezembro de 2019) e sobre Remunerações na Administração Pública (reportados a outubro de 2019).

Em relação aos Efetivos continuam a registar-se, ano após ano, cenários cada vez mais dramáticos, sendo do conhecimento generalizado as causas desta insustentável realidade que leva a que as Forças Armadas continuem a não conseguir recrutar e, concorrentemente, a ver sair antecipadamente muitos dos seus melhores quadros através de Abates ao Quadro. Inúmeros são os trabalhos e estudos, inclusivamente promovidos pelo próprio Ministério da Defesa, que recorrentemente apontam como causa principal desta realidade os baixíssimos rendimentos auferidos pelos Militares, aos quais se juntam graves deficiências no desenvolvimento das Carreiras (agora fortemente agravadas com um RAMMFA absolutamente desastroso), deficiente Apoio na Assistência na Doença aos Militares e seus Familiares, uma Ação Social Complementar ineficaz e um Estatuto dos Militares das Forças Armadas completamente desadequado à realidade e às mais legítimas aspirações e direitos dos Militares.

Entre dezembro de 2018 e dezembro de 2019, as Forças Armadas voltaram a registar um dos piores anos da sua história recente perdendo, em termos líquidos, mais 4,54% do Efetivo (1218 Militares) cifrando-se agora, nos últimos 9 anos, as perdas líquidas em 25,88% do Efetivo (8932 Militares) situação que dada a inexistência de quaisquer medidas concretas e muito efetivas por parte do Governo não deixará de continuar a agravar-se ao longo de 2020.

No mínimo curiosa será a análise que o trabalho permite e que estabelece o paralelismo entre as Forças Armadas e as Forças e Serviços de Segurança, análise que comprova de forma inequívoca e absolutamente indiscutível aquilo que a AOFA vem permanentemente denunciando e caracterizando como um ataque sem precedentes, consequentemente propositado, às Forças Armadas Portuguesas por parte dos sucessivos Governos.

No que às Remunerações diz respeito e constituindo-se este fator como a grande causa do evidente descalabro e eminente colapso das Forças Armadas, os números oficiais do Ministério das Finanças são absolutamente inequívocos, merecendo uma análise muito atenta por parte de todos os Militares mas igualmente dos nossos Concidadãos, permitindo-se a AOFA relevar que em termos médios:

  1. Um Oficial das Forças Armadas aufere (Ganho Médio Mensal) MENOS 400 euros que um Oficial da GNR e MENOS 200 euros que um Oficial da PSP.
  2. A Remuneração Média Mensal quer de um Sargento da GNR quer de um Chefe da PSP (o equivalente a Sargento) já é SUPERIOR à Remuneração Média de um Oficial das Forças Armadas.
  3. Uma Praças das Forças Armadas aufere (Ganho Médio Mensal) MENOS 770 euros que um Agente da PSP e MENOS 520 euros que um Guarda da GNR.

A AOFA tem vindo quer publicamente quer nas múltiplas audiências com o MDN, Partidos Políticos e Chefias Militares a denunciar todas estas situações mas igualmente a propor medidas muito concretas para a sua resolução.

Tão breve quanto possível (já em fase de discussão) a AOFA apresentará uma proposta de nova tabela remuneratória para os Militares das Forças Armadas.

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