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AOFA no Seminário “Serviço Militar: Escolher o futuro”

A convite do Ministério da Defesa Nacional a AOFA esteve presente, sendo representada pelos Presidentes da Mesa da Assembleia-Geral e do Conselho Nacional, respetivamente o Capitão de Mar-e-Guerra António Almeida de Moura e o Tenente-Coronel António Costa Mota. 

O evento decorreu em Lisboa, no Teatro Thalia, tendo contado com a presença de inúmeras Entidades Militares e de muitos Oficiais, mas igualmente Sargentos e Praças.

De destacar a apresentação dos resultados de um Inquérito, já realizado em 2016 e cujas conclusões sabemos agora pecam apenas por defeito, dado que a situação das Forças Armadas é hoje ainda mais negativa do que aquela que foi apresentada, já de si profundamente preocupante. De notar que este inquérito incidiu sobre os Militares em Regime de Contrato e em Formação para o Regime de Contrato.

Tecnicamente bem elaborado e apresentado pela Drª Helena Carreiras, o inquérito não nega à evidência os resultados muito negativos que já na altura se verificavam, com um enfoque muito especial nas condições remuneratórias extremamente deficitárias de que padecem os Militares das Forças Armadas, para além de questões igualmente muito negativas relacionadas com Instalações inadequadas, falta de qualidade das Refeições, ausência de Carreiras, desadequação de Funções, entre outras.

Curiosa, muito dececionante e bem reveladora das causas do CAOS a que chegaram os Efetivos nas Forças Armadas, a opinião do Diretor-Geral dos Recursos da Defesa Nacional, Dr. Alberto Coelho, recorda-se, responsável por este Setor há cerca de 25 (vinte e cinco) anos, que afirmou que “Agora sim a Defesa Nacional dispõe de resultados concretos e científicos que nos permitem conhecer a situação para podermos agir”. Disse ainda que “Finalmente não há lugar aos Opinadores e Cartomantes”. Desta forma o Dr. Alberto Coelho reconheceu publicamente ter andado a “gerir” os Efetivos das Forças Armadas, ao longo de um quarto de século, tendo por base os seus dotes (muito fracos) de Cartomante, ao não ter a mais pequena noção daquilo que se passava e passa “no terreno”. Estão pois amplamente justificadas, e pela voz mais habilitada para tal, as razões do CAOS que vivemos.

Com base nestes resultados o Governo elaborou e apresentou o denominado “Plano para a Profissionalização” (em anexo) e cujos objetivos passam por “recuperar”, no período de 5 anos, cerca de 1.000 efetivos/ano, através de mecanismos de Recrutamento, Retenção e Reinserção.

Profunda (ou talvez não) estranheza para o não “ataque” decidido ao mais relevante problema; O das baixíssimas remunerações dos Militares.

Muito gostaríamos de estar radicalmente enganados mas….. dificilmente a situação dos Efetivos deixará de agravar-se ano após ano com medidas que não passem, definitivamente, pela consideração de um significativo aumento dos rendimentos dos Militares das Forças Armadas.

Em suma, um Seminário interessante basicamente por “trazer à luz do dia” a triste realidade a que sucessivos Governos, sempre, como os factos o demonstram, bem “assessorados” pelo “Mago” Dr. Alberto Coelho, conduziram, e continuam a conduzir, as Forças Armadas Portuguesas.

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