As duvidosas prioridades do IASFA

Transcreve-se o mail de divulgação:

“Caros camaradas

Algumas centenas de militares aguardam vaga para cuidados especiais de saúde de que necessitam, do género dos proporcionados, nomeadamente, pelo Serviço de Apoio Médico (SAMED) do Centro de Apoio Social de Oeiras (CASOeiras).

Quase um milhar de militares espera por vaga nas chamadas unidades funcionais (vulgo lares).

Inúmeros militares esperam, em vão, que o IASFA lhes proporcione habitação a preço moderado, enquanto centenas de fogos pertencentes à instituição se encontram a aguardar pelas obras que os tornem utilizáveis, enquanto outros, colocados em concurso, acabam por ser recusados pelos candidatos devido às más condições em que estão. Mais: o IASFA teve que considerar sem efeito concursos de reabilitação de fogos devido à ausência de verbas disponíveis para o efeito.

Parecia, por isso, que o IASFA teria linhas orientadoras bem claras quanto às prioridades a estabelecer no que respeita à utilização dos recursos de que dispõe, satisfazendo as necessidades dos menos jovens, por sinal os que mais contribuíram para a edificação da instituição e do seu valioso património quer através das contribuições diretas quer das verbas decorrentes da venda de combustível na altura em que os Ramos a ela procediam, e dos militares de todas as idades que carecem de habitação a preços acessíveis (isto numa altura em que é voz corrente, para além da conhecida subida vertiginosa dos preços, irem aumentar os juros para a aquisição de habitação própria).

Parecia…

Sucede que, a pretexto da existência de amianto em instalações que até se encontram sem utilização no ex-Lar Académico Militar (LAM) do CASOeiras (logo, sem representarem um perigo direto seja para quem for), o IASFA resolveu investir 30.000 euros, a que acresce o IVA, na demolição dessas edificações.

Ao que consta, o que pressupõe novos e ainda muito mais vultuosos investimentos, o espaço, a que se juntará o existente no Forte das Maias (aí com verbas a subirem astronomicamente), irá ser reservado para o chamado “turismo militar”. Isto quando a Messe instalada no ex-LAM (por sinal, alvo de obras não há muito tempo) tem uma taxa de ocupação reduzida conforme reconhece o Presidente do Conselho Diretivo (CD) do IASFA, o que implica que se pergunte o que tem sido feito para divulgar essa oferta de modo a que os beneficiários a conheçam (será por acaso que essa divulgação não é feita?...).

Paralelamente, foi decidido que o arquivo mais antigo da ADM será enviado para uma garagem situada no Areeiro, em Lisboa, isto quando no ex-LAM existem edifícios desocupados em bom estado de conservação que pareciam apontar para essa utilização. Porque será que não querem utilizar edifícios do ex-LAM?...

Paralelamente, ainda, a pretexto da instalação de um estaleiro para as obras, os detentores de caravanas que se encontravam num espaço do ex-LAM criado para o efeito foram remetidos para ruas interiores do espaço sem quaisquer condições (nomeadamente, água e energia elétrica). Porque será que não foram utilizados outros terrenos para a futura montagem do estaleiro?...

Estes dois exemplos servem para nos indiciar uma certa vontade de retirar do ex-LAM presenças “inoportunas” ou não será assim?

Acrescente-se, por outro lado, que as demolições no ex-LAM foram iniciadas em 2017, quando do Plano de Atividades para 2018 apenas previa, sem explicações, a continuação dos estudos (precisamente: em 2018…) para a futura utilização do espaço, bem como do Forte das Maias, para o chamado “turismo militar” (já agora: destinado a quem?...)?... Isto de ter que analisar as “coisas”, o que pressupõe fundamentá-las, no Conselho Consultivo do IASFA (em que, por sinal, as Associações Profissionais de Militares têm assento e está, no seu todo, cada vez mais exigente) é uma enorme maçada…

Onde param as devidas prioridades para com vertentes essenciais do Apoio Social?

Que dirá o MDN de tudo isto? Será que irá persistir na política do seu antecessor e, com isso, continuar a pôr em causa os direitos e legítimas expectativas dos beneficiários e seus familiares?

O Presidente do Conselho Nacional da AOFA

António Augusto Proença da Costa Mota

Tenente-Coronel”

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