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Conselho Nacional solicita 16 audiências/reuniões

A AOFA solicitou a realização de 16 (dezasseis) audiências / reuniões com as diversas Entidades com capacidade de decisão e/ou influência para discutir (apresentando soluções), as principais questões que afetam os Militares e, particularmente, os Oficiais das Forças Armadas.

O novo Conselho Nacional da AOFA, recentemente eleito a 27 de março, 90% constituído por Oficiais na Efetividade de Serviço, decidiu solicitar 16 (dezasseis) audiências com todas as Entidades que, aos mais diversos níveis político-militares, têm capacidade de influência e decisão. Para felicidade de todos nós a pandemia já nos permite, agora de forma presencial (sempre mantivemos a atividade, e muito intensa, por vias alternativas), voltar “ao terreno”, embora com os cuidados que a situação ainda aconselha. Os problemas com que se debate a Instituição Militar e, sobretudo, os Homens e Mulheres que nela Servem, já de si muito graves, ainda se complicaram mais (sim, é sempre possível piorar) com este ano de pandemia.

Por ação ou omissão o governo continua a ignorar por completo, contribuindo para o seu agravamento, questões tão diversas como a exiguidade de Efetivos, a escassez de recursos materiais e financeiros para o cumprimento das missões, a (cada vez maior) limitação de orçamentos para manutenção e funcionamento dos ramos, a inevitável revisão profunda do EMFAR, do Regulamento de Avaliação (RAMMFA), as inúmeras questões relacionadas com a ADM (continuamos a descontar, e além disso 14 meses ao ano e obrigatoriamente) e dado que o MDN não paga as dívidas que tem os serviços são cada vez piores e mais reduzidos, uma moribunda Ação Social Complementar, um Sistema Remuneratório que já roça o perfeito ridículo, Pensões de autêntica indigência (cerca de 50% dos valores auferidos na Efetividade de Serviço), etc. etc. etc. etc.

Sendo certo que hoje, dificilmente, haverá UM/A ÚNICO/A Oficial que não conheça as posições da AOFA sobre todas estas matérias, não é menos certo que só com uma persistência permanente, uma resiliência a toda a prova, uma motivação diariamente renovada e um empenho e uma dedicação inquestionável às nossas causas, é que poderemos continuar a ser a VOZ dos Oficiais e conseguir alterar este rumo desastroso que tem sido prosseguido. Os Oficiais sabem com quem contam, sabem em quem podem e devem confiar e têm demonstrado (a AOFA está a crescer “dois dígitos” ao ano em número de adesões) uma capacidade organizativa que apenas surpreende os menos atentos.

E porque é aos Oficiais, e apenas aos Oficiais, a todos os Oficiais, que a AOFA tem de prestar contas, este novo Conselho Nacional eleito (não confundir com nomeado) com 93,69% dos votos, formado por camaradas jovens, devidamente enquadrados pelos mais antigos, tem vindo a tomar um vasto conjunto de decisões que acarretam muito trabalho, muito estudo, muito empenho e decisão. Este vasto conjunto de audiências e reuniões agora solicitadas insere-se precisamente na estratégia definida pelo Conselho Nacional. Outras se seguirão.

Porque a nossa forma de atuar assenta sempre na promoção do diálogo construtivo com todos os/as interlocutores/as e, por essa via, nunca abdicaremos de fazer a nossa parte.

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