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Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) recebeu a AOFA na Assembleia da República (AR)

Dando sequência aos pedidos de audiência apresentados pela AOFA a todos os Grupos Parlamentares e à Representação do PAN na AR, a AOFA foi recebida pelo PCP.

A delegação da AOFA foi composta pelo Presidente do Conselho Nacional, Tenente-Coronel António Costa Mota, pelo Secretário-Geral, Capitão-Tenente Diocleciano Branco Batista, pelos Vogais do Conselho Nacional, Coronel Luís Paula Campos e Coronel João Marquito e pela Tenente Sandra Pimenta.

Por parte do PCP estiveram presentes o Deputado Jorge Machado, membro da Comissão de Defesa e pelo Assessor do Grupo Parlamentar para os assuntos de Defesa, António Rodrigues.

A agenda proposta pela AOFA, idêntica para todas as reuniões com todos os Grupos Parlamentares e Representação do PAN, foi a seguinte :

1.A discriminação negativa a que estão a ser sujeitos os Militares face aos restantes concidadãos que prestam serviço na Administração Pública (AP), consubstanciado no incumprimento do estipulado no artigo 18º do Orçamento Geral do Estado 2018 (OE2018);

2. O incumprimento do disposto no artigo 19º do OE2018, designadamente o adiamento do início da fase negocial que lhe está subjacente;

3. Perspetivas temporais de agendamento, discussão e consequente decisão sobre os múltiplos aspetos, objeto de propostas da AOFA e do conhecimento de todos os Grupos Parlamentares e da Comissão de Defesa Nacional, ainda não considerados (adiados) na última alteração ao EMFAR, com especial incidência nos seguintes :

a) Consequências da eliminação do Complemento de Pensão e vantagens inerentes à sua reintrodução no EMFAR.

b) Consequências da eliminação do mecanismo de Passagem à Reserva, a pedido do Militar, logo, sujeito a autorização, ao fim de 22 anos de Serviço e vantagens inerentes à sua reintrodução no EMFAR.

c) Regras da Passagem à Reserva aos 55 anos de idade OU 40 anos de serviço, tal como preconiza a AOFA, por oposição ao que estipula o EMFAR (55 anos de idade E 40 anos de serviço), tendo igualmente sido abordada a questão do enorme retrocesso que nos últimos anos tem constituido a redução das percentagens de aumento de tempo de serviço (25%, 15% e….. 10%)

d) Lei das Armas e as distorções inconcebíveis introduzidas no atual EMFAR

e) Proteção Jurídica aos Militares

4. Alterações ao Regulamento de Avaliação do Mérito dos Militares das Forças Armadas e inerente suspensão da eficácia do Diploma até que as necessárias alterações sejam produzidas;

5. O reconhecimento da contagem da avaliação, durante o tempo de serviço efetivo prestado nas Forças Armadas, aos “ex-militares” que, entretanto, ingressaram na AP ao abrigo do Regime de Incentivos em vigor (nosso ofício de 27 de fevereiro de 2018).

Sobre todas estas matérias o PCP demonstrou, como é hábito, um profundo conhecimento das mesmas, a compreensão e apoio às pretensões dos Militares, ficando a promessa da continuação do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido.

A AOFA, definidas que estão as prioridades de atuação aos mais diversos níveis, designadamente Progressões Remuneratórias, EMFAR e RAMMFA, continuará a incidir, com particular acuidade, a sua intervenção nestas matérias através de todos os meios ao nosso alcance. Os Militares, tal como tem vindo a suceder com os restantes concidadãos, têm inegavelmente de ver repostos os inúmeros Direitos que lhes foram retirados no decorrer dos “denominados” anos da TROICA. Não podem continuar a ser sujeitos à discriminação negativa que se vem verificando.

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